BOA E MÁ CONSCIÊNCIA SEGUNDO BERT HELLINGER, O MITO DA CAVERNA DE PLATÃO E AS CONSTELAÇÕES ESTRUTURA

Por Adriana Batista.


Outro dia, no meu grupo de Pedagogia Sistêmica, surgiu um debate específico onde observei as posições se polarizando. Isso me permitiu uma bela reflexão que compartilho aqui (com adaptações):


“Meninas, como é bom participar de um grupo onde as pessoas expõem suas ideias, mostram suas diferenças e são ouvidas e respeitadas! Para mim, foi muito enriquecedor ler os dois lados.

A Filosofia das Constelações Estruturais, segundo Mathias Varga e Insa Sparrer, põe luz sobre um aspecto explorado em tantas outras filosofias seculares, que Bhuda chamou de “Caminho do Meio”, e lá, nas Estruturais, chamamos de AMBAS AS COISAS. Quando temos um dilema, existe uma opção que vai além de escolher uma coisa ou outra. Há um lugar, que reside “nos entres”, onde não é obrigatório abrir mão de uma opção para ficar com a outra, porque nesse local há espaço para CONVIVÊNCIA e INCLUSÃO. “Ambas as coisas” quer dizer a integração daquilo que é bom numa e noutra proposta, pois há aspectos que podem coexistir. Permita-se ampliar o olhar, abra um espaço na alma, e algo totalmente novo poderá te tocar. O princípio cibernético de Heinz Von Forester preconiza: “Atue de maneira que aumente sempre as opções.” Ou seja, passe de um mundo fechado a outro mais amplo (não é esse o efeito de uma Constelação?).

Problema e solução coexistem em diferentes níveis da realidade. Segundo o filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein: “O mundo das pessoas felizes é outro mundo diferente daquele das pessoas infelizes.” A chave pode não estar nem no modelo antigo, nem tampouco numa solução pronta e acabada, mas no caminho do meio.

Há um local de CONCILIAÇÃO onde ocorre a alquimia: a verdadeira TRANSFORMAÇÃO.

AMBAS AS COISAS: honro o que pôde ser, honro também o que é até este momento, e então me abro para o novo, INTEGRANDO tudo.


O CAMINHO DO MEIO (AMBAS AS COISAS)

É difícil chegar nele porque é o caminho da “má consciência”, pois nele coloco em risco o meu Pertencimento ao me permitir pensar/agir/discernir um pouco diferente do meu grupo. O caminho do crescimento é, portanto, um caminho solitário.


BOA/MÁ CONSCIÊNCIA E O MITO DA CAVERNA

Como no mito da Caverna de Platão, ou você fica no “conforto”, protegido, vendo o que todos veem, repetindo o que todos dizem, ou sai da caverna e vê um mundo maravilhoso lá fora, porém, é chamado de louco quando fala desse mundo aos que permanecem na caverna.


O Pertencimento é colocado em risco, mas aquele que sai, impulsiona todo o sistema que precisa se reposicionar diante do espaço vazio. Os que ficam na caverna e ouvem o relato, ainda que sejam contra, não serão mais os mesmos, pois entraram em contato com um mundo de possibilidade. Alguns, cedo ou tarde, também vão querer sair da caverna. Trata-se da Ovelha Negra, não na acepção pejorativa, mas no sentido de ser disruptivo e inspirar novas gerações.


E isso é lindo!


Adriana Batista - Experiência Sistêmica

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