Dinâmicas transgeracionais e doença mental

Traduzido por René Schubert.


Bert Hellinger e Hunter Beaumont - Seminário nos Estados Unidos da América – Tradução livre do inglês para o português por René Schubert.




Bert Hellinger e Hunter Beaumont: Trans-generational Dynamics and Mental Illness - "Jill: Mom, I let you go."


Jill: “Mãe, eu deixo você ir” - Dinâmicas transgeracionais e Doença Mental


“Jill: Eu tenho uma filha que é esquizofrênica. Ela tornou-se esquizofrênica na idade de quatorze anos. Ela agora tem quarenta e seis. Tenho outros cinco filhos e todos foram afetados por esta dinâmica familiar. Quando estamos todos juntos é muito estressante, então em feriados...


Bert Hellinger: Isto já está bom. Eu proponho iniciar colocando um representante para você e um para o seu marido.


Jill: OK.


Jill escolhe os representantes


Bert Hellinger: Coloque-as voltadas para a plateia.


Jill coloca primeiro a si mesmo em seguida coloca seu marido.


Bert Hellinger: Muito bem. Sente-se. Como você se sente (para o representante de Jill)?


Representante de Jill: Sinto que está perto demais. Como que colado. Não posso me afastar. Mas está muito próximo.


Representante do marido: Me sinto torcido por dentro. De forma estranha. Sinto que preciso ir para este lado...


Bert Hellinger: Siga (para o representante do marido). (pergunta para representante de Jill) E você?


Representante de Jill: Quero ir para este caminho.


Bert Hellinger permite que ela dê um passo à direção desejada e a para. E pede para Jill colocar a criança esquizofrênica.


Jill coloca uma representante feminina entre os representantes marido e de Jill. Criança esquizofrênica.


Bert Hellinger: É desta forma que uma criança se torna esquizofrênica. (Hellinger coloca a mão esquerda da representante da criança sobre o peito do pai e a mão direita sobre as costas da mãe).


(Bert Hellinger coloca a representante de Jill em frente ao representante do marido. A representante da criança observa de longe. Hellinger pergunta à criança como ela se sente naquele momento)


Representante da Criança: Ainda estou (..) um emaranhado em minhas mãos (..) Estou mais capaz para respirar.


(Bert Hellinger toca a representante da criança no ombro e levemente a envolve em um abraço. Isto tem um efeito sobre a distância entre os representantes de Jill e do marido)


Bert Hellinger: Diga a ela, mãe eu lhe deixo ir.


Representante da Criança para representante de Jill : Mãe eu lhe deixo ir.


Bert Hellinger: Agora eu lhe deixo ir.


Representante da Criança para a representante de Jill: Agora eu lhe deixo ir.


(Bert Hellinger pergunta a representante da criança se isto dói. A representante da criança responde que isto a assusta. E Bert Hellinger pede para ela dar alguns passos para trás e finalmente se virar, olhar para frente e seguir em frente. Hellinger a acompanha. Ela para e refere estar tremendo)


Bert Hellinger: O único lugar seguro é um Hospital Psiquiátrico.


(O representante da criança aponta para a testa e cabeça. Respiração acelerada)


Bert Hellinger: Não são lindas as Crianças? O que elas tentam fazer pelos seus pais?


Representante da criança: Eu sinto um pouco...mais segura...no momento...


Bert Hellinger: Aguarde aqui! O que está acontecendo com o pai?


Representante do marido: No começo senti muita raiva. Eu queria ir. Me senti preso a esta família. Não tinha compaixão pela minha filha. Não há calor, sentimentos paternos por ela. Havia sentidos por ela ( aponta para esposa). Você a pôs à minha frente, havia um pouco de amor ai. Mas também raiva que ela ficasse comigo. Eu queria ir, mas ela me bloqueou de ir. Mas tem algum amor ai. Não é só...eu suponho...


Representante de Jill: Primeiro quando estava lá, eu nem sabia que tinha uma criança. Então de frente a ele, senti, ele era muito estranho para mim. Senti amor. Mas não sabia o que fazer com isto. Senti que havia uma demanda sobre mim, mas eu não sabia o como lidar com isto.


Bert Hellinger: E em relação à criança?</