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INCLUIR

Por Adriana Batista.


“Se tudo que excluo me toma, qual sentimento aflora?”


Li essa frase num grupo e fui tomada por essa reflexão.


Quantas coisas excluo hoje na minha vida? Sentimentos; pessoas; experiências; minhas sombras; algo que desgosto em meu corpo; alguém da minha própria família ou da família do meu companheiro; alguém com quem cruzo e não me deseja bom dia, ou que não me agradece; alguma atitude minha; a atitude de alguém com quem convivo; um colega de trabalho; o meu trabalho; uma religião; uma postura política; quem pensa, age, veste-se, porta-se diferente de mim...? Ficou surpreso com a quantidade de exclusões que conseguiu visualizar na sua vida? Se nos consideramos tão inclusivos, a resposta pode ser surpreendente. Porém, não se assuste. Tão importante quanto ter um Norte, é a consciência de onde estou. Se para mim ainda é difícil incluir algo grande, como a violência, começo incluindo algo menor. O convite é: o que posso incluir hoje? Posso escolher apenas uma coisa dessas a que acessei e trabalhar neste dia. Quando penso naquilo que escolhi, que sentimentos afloram? E quando o excluo, como fica minha consciência, leve ou pesada?


Sinto-me culpado(a) ou inocente? Quais sensações sinto no meu corpo? Como me sinto em relação aos outros elementos/seres envolvidos? E se eu falasse em voz alta dessa exclusão, com TUDO que penso a respeito, como seria? Alguém ficaria magoado? Alguém me diria algo de positivo sobre essa situação? E como seria expor-se a essa visão positiva, deixá-la entrar em mim? Posso conectar-me com o lado positivo? E se em algum sentido eu consiga incluir, posso perceber mais leveza no meu corpo? E na minha consciência? Alguém ficará feliz? Como é perceber essa alegria no outro? Essas novas sensações? Posso repetir essa experiência amanhã?


Incluir, não tem a ver com escolher entre o bem e o mal, o certo e o errado, mas abrir um espaço no coração para aquilo que é. É colocar-me humilde diante da vida. É reconhecer que minha visão é limitada, pois o que me parece ruim ou mau hoje, pode ser apenas mais uma etapa de uma experiência que se completará perfeita, com suas imperfeições. É colocar-me pequeno diante da imensa vida e perceber que não entendo tudo que está sendo posto, mas posso CONFIAR em algo maior que nos conduz, no Universo, e que em tudo há um propósito, um fim que serve a todos.


É ter FÉ.


Esse é o efeito do SIM.


Quando excluo, fico preso à situação. Quando incluo, recebo certa liberdade para atuar de forma diferente e contribuir para que a harmonia chegue um pouco antes.


Adriana Batista - Experiência Sistêmica

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