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MÃE-CASULO.

Por Daniela Migliari.
Tal qual casulo, É na mãe que a vida acontece. Proteção, calor, alimento. Forno a forjar a vida e criar o aparelho de voo. Para amadurecer, a borboleta tem suas asas fortalecidas por meio da pressão que faz contra a parede do casulo. O pai-viço é a força que corre nas asas. Por meio desta pressão, ele as impulsiona e prepara. Confia que um dia estarão prontas pra romperem o casulo e alçarem voos, mundo afora. A cada esticada que as asas dão dentro do casulo, este viço alcança, mais e mais, as extremidades das asas. Até que estas estejam plenamente irrigadas e prontas para sentir as brisas dos céus. Cortar a superfície do casulo antes da hora, resulta em uma borboleta com asas débeis, sem energia. A pressão do casulo contra as asas, muitas vezes, incomoda os filhos.  Até que eles reconheçam que, sob esta força, são levados a tornarem-se ainda mais potentes.  Quanto maior a pressão do casulo, mais forte a borboleta precisa ser. Assim acontece, também, entre mães e filhos. Reconhecimento e gratidão são a chave para a transição: “Por favor, mamãe, preciso de sua benção para seguir”. Diante deste clamor agradecido e sincero, mesmo o casulo mais resistente relaxa e abre passagem para ver seu filho voar.  Sabe que sua lembrança estará para sempre impressa nos milimétricos desenhos das asas.  Intui que seu amor se expressará a cada batida destas pelo ar. Então, a mãe-casulo se abre! Em solo e plena de esperança, Se embevece ante a beleza que, junto à força do pai-viço, co-criou.  Neste ode ao processo da Vida Bendigo as alegrias-experiência... ... de ser casulo! ... viço nas asas!  ... borboleta a voar! (Daniela Migliari)
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