Movimento 100%Mãe e 100% Pai.

Por Marcos Castro.


Contexto:


Conheci o Marcos na Hellinger Schuler, sou aluna da Pós em Constelação e moramos na mesma cidade.


Desde julho de 2018 iniciei um processo depressivo e por conta disso iniciei um processo de tratamento com psicoterapia Antroposófica. A depressão se agravou em dezembro, chegando a trazer ideações suicidas.


Em fevereiro de 2019 substitui a psicoterapia por iniciei tratamentos terapias complementares (aconselhamento biográfico seguido de massagem rítmica) e em maio iniciei o tratamento médico Antroposófica, que consiste em despertar as forças do organismo.


Em junho me lembrei do trabalho que o Marcos desenvolve no centro de proteção a vida, devido ao meu contexto, achei apropriado conhecer.


O movimento :


Um dia antes do trabalho na Rede, dia 02 de junho um domingo, a noite, entrei no Facebook, o que é bem raro e “coincidentemente” a primeira notificação que vi foi um texto do Marcos no grupo de seminário Hellinger, no qual falava de uma vivência “A mamãe contribuiu com 100% do que possuía para que a vida fosse transmitida adiante, tal como o papai. E nesse sentido podemos dizer que somos 100% mamãe e 100% papai. Matematicamente a conta “não fecha”, mas quem disse que a alma segue essa razão? Experimente você também dizer: “Mamãe eu sou 100% você. Papai eu sou 100% você”.


No dia seguinte acordei sentindo um grande pesar, uma dor profunda no coração. Fiz as contas e percebi que a depressão me acompanhava há 11 meses, e já tinha esquecido o que era acordar alegre, com ânimo, percebi que estava com tanta ligação com a dor que estava me tornando uma “dor ambulante” e esse pensamento me assustou: será que tanto tempo de afinidade com a depressão poderia estar modificando a pessoa que eu já fui? Estaria interrompendo a minha conexão com a vida?


A noite fui na Rede, o Marcos apresentou o trabalho e logo começou a falar da constatação de que somos 100% Mãe e 100% Pai, e falou que iria demonstrar o movimento e me chamou, em seguida pediu a um homem e uma mulher para representarem meus pais.


Ele me pediu para olhar primeiro para o meu pai e dizer: eu sou 100% você, de você recebi tudo.


Enquanto o movimento seguia ele falou de como assinamos um “contrato” com os nossos pais no qual aceitamos receber tudo de cada um para ganhar então a vida.


Ao fazer o movimento com o Pai, senti o meus pés mais firmes no chão (tinha sentido isso uma vez durante a formação em pedagogia sistêmica quando representei um homem que olhava para seu pai, e o qual relatou que tinha uma relação profunda com ele). A sensação era de que os pés estavam aterrando, como se eu estivesse com uma bota pesada, o peso do corpo parecia ter se deslocado para os pés.


Pediu para fazer o mesmo em relação a Mãe. Senti meu coração “abrir”: ao sentir a abertura tive consciência de que o coração estava apertado e isso fazia com que algo pesado se encaixasse perfeitamente ali, ao sentir a abertura foi sincrônico perceber que no mesmo tempo em que se abriu, algo pesado se soltou, como quando estamos segurando algo com as mãos fechada e ao abrirmos a mão o que estava sendo segurado cai, e assim um só gesto trazem o movimento de abrir e soltar.


Durante o movimento essas duas sensações se intensificaram: pés firmes no chão e coração que se abriu.


No dia seguinte acordei com entusiasmo, energia, alegria, de fato era visível em mim que algo se soltou e algo se abriu.

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