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O momento de ser feliz.

Por Aline Pongelupi Nóbrega Borges.


Tudo tem o seu lugar e a sua hora, mas nós, apressados que somos acabamos por misturar futuro, passado e presente sem dar o exato valor às coisas.


Quando criança sempre ouvia minha mãe dizendo: “calma menina, tenha paciência”. Continuo a mesma criança, apressada, atropelando os momentos a serem vividos e desejando os que ainda estão por vir.


Não há plenitude de vida quando não desfrutamos inteiramente do presente. A entrega pessoal total ao momento é algo que fazemos cada vez com menos frequência. Assistimos a um filme e olhamos o celular buscando responder mensagens entre as cenas. Conversamos com amigos pensando na resolução de problemas do trabalho. Trabalhamos pensando no momento de chegar em casa e poder estar com os filhos. Passamos momentos com os filhos pensando em chegar o momento de assistir a um filme.


A felicidade nunca chegará porque não estamos dispostos a vive-la. Estamos, apenas, dispostos a espera-la. Sonhamos com ela. Imaginamos como seria. O lugar. As pessoas. Mas nunca trazemos para o momento atual. Não nos permitimos ser felizes porque não nos permitimos viver.


A ansiedade no futuro e a amargura do passado faz com que tenhamos um presente invisível. Não há vida pra quem não reconhece o passado. Não há vida pra quem não coloque o futuro no lugar onde ele deve estar, no futuro.


Viver o presente em sua plenitude é estar em paz com o passado e futuro.


Quando quero muito algo preciso, primeiro, reconhecer e desfrutar do que tenho. Nada de bom virá para quem não dá valor ao que tem. O ingrato não recebe, porque não doa nem reconhece.


Quem não é feliz vivendo do presente, nunca será no futuro, porque o amanhã nunca chega; o amanhã é hoje.



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