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PAIS E SEUS TIJOLOS.

Por Daniela Migliari.




Os pais dão tudo que podem aos filhos - a vida, o amor possível e, também, transmitem o peso dos emaranhamentos sistêmicos familiares. É o gozo e o preço da vida chegar a este filho!

Os filhos amam tanto os pais que, em nome desse amor infantil, numa tentativa cega de retribuir o presente da vida, recebem e tomam pesos dos pais para si.

Ainda que pequenos, os filhos se arrogam na ilusão de poder ocupar um lugar maior do que os próprios pais, para aliviá-los de seus fardos.

Como tijolos, esses pesos são ora impostos, ora recebidos e ora tomados cegamente pelos filhos, em movimentos salvadores dos pais, com a seguinte frase de fundo: “Mamãe, papai, eu por vocês”.

A mesma frase também pode ser dita a avós, tios e familiares excluídos do sistema.

Saga evolutiva NATURAL, que leva os filhos a muitos desenvolvimentos, crescimentos e dores.

Com o tempo e bastante autoconhecimento - que pode ser muito facilitado pelas constelações familiares - é possível reconhecer o destino da mãe e do pai como algo deles, que os tornam únicos, e cujas dores e delícias eles próprios dão conta de lidar por si mesmos.

Assim, os filhos recolhem-se no lugar de filhos, menores do que os pais. Menores porque receberam a vida deles, e não porque têm menos valor.

Neste lugar humilde, conseguem reconhecer a grandeza dos pais e, por consequência, deixam com eles - os grandes - os tijolos que lhes são próprios.

Saem da arrogância de querer salvar alguém tão maior do que eles próprios, e ficam livres para gozar suas próprias vidas, agradecidos por este presente.

Com seus próprios tijolos, os pais se sentem aliviados e INTEIROS.

Assim, o que acontece?

Ao respeitar o destino dos pais e deixá-lo com eles, então, o filho cresce. Um tanto mais liberado e consciente do que irá transmitir aos seus próprios filhos.

(Daniela Migliari)

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