PIPER: um Olhar Sistêmico sobre o curta da Pixar.

Por Adriana Carneiro Batista.



Se você ainda não assistiu Piper, não perca a oportunidade. Se já viu, aproveite para ver novamente com um novo olhar. Para mim, esse curta de 5min, que ganhou um Oscar em 2017, traduz a frase dita por muitos filósofos: a leitura do mundo precede a leitura da palavra. As mães podem aprender muito observando a natureza, neste caso, agindo tal qual a mãe do Piper. As mães não devem fazer pelos filhos. Precisam confiar que eles conseguem e suportar vê-los cair para depois levantar, apenas estando presentes e dando suporte. Em outras palavras, é dizer “- Sim, você dá conta! Tente quantas vezes for preciso. Eu estarei ao seu lado.” Quando uma mãe vê o filho falhar e diz “- Eu faço por você”, ela está olhando para o filho? Ou ela olha para sua própria dor? Algumas, inclusive, traduzem assim: “- Não suporto ver meu filho sofrer.” Quem é o sujeito da frase? “Eu”, ou seja, a própria mãe. Por consequência, o filho não se sente visto. E como ela se sente ao fazer pelo filho? Eu diria aliviada. E como fica o filho? Sem força. Ele recebe a mensagem “Você não dá conta”, e talvez pense: “Se minha mãe, a pessoa que mais me ama, pensa que não consigo, deve ser porque de fato não posso.” E por conta do imenso amor que os filhos sentem pela mãe, o inconsciente deles é muito obediente a ela, assim, acabam cumprindo a profecia. Portanto, a chave é SUPORTAR. A boa notícia? O efeito é o mesmo quando a mãe confia e diz: “Meu filho, você é capaz.”! E ele segue pela vida pleno, exercendo sua própria força!


Concluo com uma frase para reflexão:


“E POR NÃO SABER QUE ERA IMPOSSÍVEL, FOI LÁ E FEZ.”


Adriana Carneiro Batista - Experiência Sistêmica


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