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Refletindo o encontro de casal.

Por René Schubert.

Bert Hellinger aponta que o “relacionamento de casal é uma comunidade de destino”.


Há uma sintonia, uma busca, uma inquietação, questionamentos, há um resgate acontecendo nos relacionamentos que nos envolvem e nos quais nos envolvemos. Nos tomam e convidam a dançar.


Numa relação de casal há muitas pessoas envolvidas e co-participando...direta e indiretamente. Consciente e inconscientemente. O individual encontra-se com o coletivo. Com o próprio coletivo e com o de outrem. Eu, minha família, o outro e a sua família...e, se surgirem filhos, torna-se: a nossa família.


Ou seja, quando acho que estou namorando/casando com (A) e apenas com (A), na verdade, eu, (B) estou me relacionando/casando com (A) e com todos aqueles (As) que o(a) compõe. Da mesma forma (A), quando casa comigo, casa não apenas comigo, mas comigo e com todo(a)s o(a)s que me compõe (toda minha família).


As famílias, de (A) e (B) convidam assim, o casal à dançar. A música e ritmo já tocavam antes e, o casal encontrará-se, ou não, neste ritmo e movimento. Entraram em sintonia, ou não, e seguirão os ritmos que pulsam em seus corpos e motivam o corpo a criar, os passos à movimentar...


E assim, compartilhamos experiências, vivências, sentimentos, crenças, hábitos, comportamentos, segredos...nossos...e dos que nos precederam. Diversos aspectos inconscientes, ocultos, desconhecidos vão integrar a relação de casal. Talvez isto se transforme através da relação de casal...talvez amargue a relação de casal...talvez a finde rapidamente...talvez a prolongue...talvez seja doloroso...talvez seja suave...talvez limite...talvez enrijeça...talvez flexibilize...talvez, leve além...


“O primeiro obstáculo em um relacionamento é que um não reconheça ou tenha dificuldades em reconhecer que o companheiro tem raízes diferentes das suas e, portanto, está marcado de maneira diferente. Que não se pode fazer de ambas raízes diferentes uma só raiz, senão que elas permanecem diferentes. Pois, assim como o homem e a mulher são diferentes, assim também são suas famílias de origem. E como entre o homem e a mulher deve haver um processo que une o que é diferente, assim é também com relação à sua família de origem. Condição prévia para tanto é que cada um reconheça a família do outro, a valorize e a ame.” Bert Hellinger


O tecido individual vai junto ao tecido coletivo trilhar, tecer, os caminhos dos destinos e tentar mantê-los, sofrê-los, reconhece-los, administrá-los, elaborá-los, transformá-los,...sozinho ou em conjunto.


Será que em algum momento estamos, realmente, sozinhos?


Referência para pesquisa e aprofundamento:


Refletindo o encontro de casal – Coluna de René Schubert para o Jornal Zen, Ano 15, Nº 175, São Paulo, setembro 2019


Para que o amor dê certo - O trabalho terapêutico de Bert Hellinger com casais. Johannes Neuhauser. Editora Cultrix, 2006


Relação Eu e o Outro - René Schubert - https://reneschubert.blogspot.com/2018/01/relacao-eu-e-o-outro.html


Relacionamento e as Constelações Familiares - Treinamento Dra. Ursula Franke Bryson e Thomas Bryson - http://aconstelacaofamiliar.blogspot.com/2016/09/treinamento-internacional.html


Movimento interrompido em direção à mãe e/ou ao pai - http://aconstelacaofamiliar.blogspot.com/2018/09/movimento-interrompido-em-direcao-mae.html

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