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SOBRE O PERDÃO

Por Adriana Batista.


Há muitos anos deparei-me com a seguinte frase:

“Quem perdoa nunca esquece.

Quem esquece, perdoa.”

Isso teve uma ressonância imediata em mim.


Quem diz que perdoa, não permite que o fato pertença ao passado. Deixa-o latente no momento presente e dessa forma, o fato pode emergir em qualquer situação de estresse e ser usado para justificar padrões e repetições.


Quem deixa com o outro parte da responsabilidade sobre o ocorrido, sem atribuir-lhe culpa, e assume sua parte, sem culpar a si mesmo, libera o fato e fica com a experiência. Dessa forma, segue a vida mais leve, agraciado pelo esquecimento, levando consigo apenas o aprendizado.


Olhando por essa lente, os fatos, na realidade, não importam, mas o que aprendemos com eles.


Bert Hellinger nos agraciou com uma linda reflexão sobre o perdão no livro “A Paz Começa na Alma”:


“O perdão que reunifica é oculto e silencioso. Ele não é expresso em palavras, mas sim exercitado. No fundo, nada mais é do que tolerância. O perdão desconsidera um erro, uma injustiça, uma culpa, esquecendo-os. Dessa maneira, o erro, a injustiça e a culpa não trazem consequências nefastas para o relacionamento, muito pelo contrário. Através da silenciosa tolerância, o relacionamento torna-se mais profundo. Cresce a confiança mútua, principalmente da parte daquele que experimentou a tolerância. Isso permite que ele também desconsidere erros, injustiças e culpas de outros, quando chegar a sua vez.


É bem diferente quando alguém diz a uma pessoa: 'Eu te perdôo'. Dizendo tais palavras, declara o outro culpado, colocando-se acima dele, humilhando-o. Esse perdão expresso em palavras anula a igualdade entre as pessoas, colocando em perigo a relação, ao invés de salva-la".

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