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Um guia prático para carregar pai e mãe

Por Aline Pongelupi Nóbrega Borges.


Nós já sabemos, precisamos carregar pai e mãe conosco e coloca-los em um lugar especial do coração. Mas como fazer isso na prática? Como lidar com tantos absurdos que meus pais me disseram? Como entender aquela surra? Como desculpar os xingamentos?


Primeiro, precisamos entender que carregar pai e mãe não é concordar com papai e mamãe. Carregar é respeitar! Não precisamos concordar com as palavras ou atitudes que consideramos erradas. Na verdade, carregar é muito mais profundo. Concordar ou não com uma ídeia é fácil, é superficial, e principalmente, depende de meus pais dizerem algo que entendo ser correto.


Carregar é outra coisa. Carregar é RESPEITAR. E o respeito aos meus pais é algo que conquistei, ou que a vida me fez entender. Mas o que é respeito?


Respeito = homenagem, consagração, cortesia, tributo, reverência, acatamento, aceitação, estima, consideração, submissão.


Respeito está relacionado a reconhecimento. E neste reconhecimento precisamos entender dois aspectos: o primeiro é reconhecer o que meus pais fizeram a mim e o segundo é me reconhecer neles.


Claro, eu tive a quem puxar! Negar que me pareço com minha mãe em determinadas atitudes é negar a mim mesma. Achamos ótimo quando parecemos com nossos pais em algo que nos orgulhamos, mas precisamos admitir que se puxamos coisas boas, bem provável que também recebemos algo não tão bom.


Reconheça.


Quando paramos e pensamos, percebemos que não somos perfeitos. Cada palavra errada que já dissemos. Cada atitude impensada que feriu pessoas. Não temos como não errar, não somos perfeitos!


Reconheça.


Me lembro de tantas discussões sem propósito algum que eu me meti, e acabei magoando pessoas. Me lembro de palavrões sem contexto com o único fim de ferir. Me lembro de mentir, não uma nem duas vezes, mas, várias. Me lembro de ter esquecido quando devia lembrar.


Reconheço.


Agora que percebemos que não somos tão perfeitos, talvez possamos entender as atitudes de nossos pais, que foram como nós somos, imperfeitos. Não posso exigir perfeição, pois não dou perfeição a ninguém.


Quando eu me reconheço, vejo minhas qualidades e admito minhas fraquezas; assim, reconheço meus pais, porque nós somos um pedacinho deles. Quando eu reconheço meus pais, eu os respeito.


Me lembro que quando criança em briga com minha irmã tudo era motivo para acusar a outra: “você está igual a mamãe”. E a gente odiava ser igual a mãe. E cresci assim, negando a mim mesma. Até que mais velha fui acusada pelo marido de “estar igual a minha mãe”. Minha resposta veio rápida, impensada, porém objetiva: “Claro, você queria que eu tivesse puxado a quem? Sua mãe?”.


Pois é exatamente isso, sou Aline Pongelupi Nóbrega Borges, mas tem um bocado da Dona Elizabeth Regina Pongelupi aqui comigo.

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