UM OLHAR PARA O PAPEL DO PAI

Por Irinéia Meira.


Há, com certeza, algo especial em como um pai e uma mãe se complementam. Seus papéis podem variar, mas não existe um pai sem haver uma mãe e vice-versa. A concepção precisa destes dois papéis.

Relato de uma vivência de constelação sistêmica familiar realizada em grupo.


Uma mulher chega ao workshop de constelação familiar, encaminhada pela escola, para trabalhar a questão da agressividade apresentada pelo filho de 11 anos.


Pedi a mãe para explanar a queixa. Ela relatou que seu filho estava muito agressivo tanto em casa quanto na escola, que não cumpria regras e com baixo rendimento escolar.


Sondei se tinha mais filhos. Ela respondeu que sim, mais dois filhos do casamento atual, que o filho de 11 anos era fruto do primeiro relacionamento.


Perguntei: Onde está o pai?


Ela disse: “O pai foi embora quando meu filho tinha 2 anos e nunca mais quis saber de nós, eu fui “pãe”.


Questionei: O que significa isso?


Ela: “Fui pai e mãe, sempre fiz tudo sozinha”.


Indaguei: Você o fez sozinha?


Ela respondeu: “Não, pra isso ele foi homem.”


Solicitei a ela que escolhesse representantes para o pai, pra ela e para o filho e os colocasse no campo.


Ela colocou o seu representante e do filho bem próximos e o do pai um pouco distante.


O representante do pai olhava para o filho com muito amor, mas estático.


A representante da mãe olhava para o filho como se quisesse escondê-lo do olhar do pai.


Após um momento, o representante do filho dá um passo em direção ao pai e a mãe o puxa para si.

O filho olha para a mãe com os punhos fechados e dentes cerrados, “bufando”de raiva.


Conduzi o filho para frente do pai, e disse: Olhe para seu pai e diga: Eu sou seu filho, olhe pra mim com amor papai!


Ao ouvir essa frase o pai se emociona. A mãe fecha os punhos com muita ira. Então comentei com ela: Você o castigou por te deixado lhe tirando o próprio filho. Ela muito comovida assentiu com a cabeça.


Continuei: Você sacrificou seu filho. Você o perdeu. Ela chora de soluçar.


Após uns instantes, peço pra ela olhar para o homem e dizer:


- Eu te amei muito! - Ela diz a frase e suspira profundamente - Por favor, nosso filho precisa de você!


Nesse momento pai e filho se abraçam e choram copiosamente!

A separação ocorre no âmbito do homem e da mulher, de um casal que deixa de existir. Porém o papel de pai e mãe não se desfaz. O vínculo desses papéis permanece nos filhos e não se acaba jamais.

Aquele que fica com o filho e desfaz, desqualifica, critica o outro genitor, perderá o filho, pois este sempre irá, no futuro, se voltar contra essa mãe ou esse pai que o segurou.

Pai é o referencial para o masculino. Através da vivência com o pai, um garoto cresce e vive o que há de mais poderoso no mundo masculino, e aos poucos vai encontrando sua identidade e suas possibilidades. O mesmo ocorre com a filha mulher, com a diferença que após os primeiros anos com a mãe, a filha deve ir para o pai, aprender a caminhar no mundo e então, voltar para a mãe, onde ela deve tomar todo o feminino para seguir adiante.

O pai é essencial no desenvolvimento dos filhos. “Somente na mão do pai a criança ganha um caminho para o mundo”. Bert Hellinger

Vivência realizada em grupo conduzida pela Terapeuta Irinéia Meira.

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